Terça-feira, 10 de Maio de 2005

Acabou...

 


Pronto, chegou o dia que durante tanto tempo temi,


Disseste adeus para sempre, assinalaste o nosso fim,


Mas não tenciono chorar mais do que já chorei por ti,


Só lamento que tudo tenha acabado assim…


Este é o meu poema de despedida,


O último que escreverei com a tua inspiração,


Só para dizer que posso estar muito sentida,


Mas não deixarei morrer o meu coração…


Larguei muitas coisas por ti, para te agradar,


Sei que nada me pediste, que fiz de livre vontade,


Mas também, de nada te estou a acusar,


Só quero aqui deixar um marco da verdade,


Dei-te tudo o que pôde, só não dei o impossível,


E tu, ingrato foste, só por causa de um erro meu,


Mas eu só sou humana, e errar humanamente é algo muito previsível,


Fui vítima da fraqueza humana quando tudo aquilo aconteceu,


E mesmo assim, mesmo ao aceitares que é humano errar,


Condenaste-me, julgaste-me, fizeste-me chorar e sofrer o meu próprio arrependimento,


Sei que por tempos o posso ter merecido, mas tu não soubeste parar,


E exageraste, e ficaste preso naquele horrível momento,


Acusaste-me de ficar presa ao passado,


Mas foste tu que não conseguiste seguir em frente,


Sei que podes ter ficado muito magoado,


Mas se não tivesses sido tu, tudo poderia ter sido diferente,


Se realmente quisesses, e me amasses como dizias,


Talvez, não digo que esquecesses, mas talvez tivesses posto uma pedra sobre o assunto,


E talvez tivéssemos conseguido ser felizes como fomos noutros dias,


Mas agora (apesar de saber que não obterei resposta) te pergunto:


Porque não disseste directamente que “tudo acabou”?


Pedi-te que o disseste de forma directa, sem rodeios,


E não foste capaz de dizer que tudo, ali, terminou…


Será que estavas com receios?


Mas então, porque dizes as coisas sem pensar?


Se era mesmo isso que querias, então foste inundado pela cobardia,


Nunca pensei que fosses cobarde, sempre pensei que não tinhas medo de falar,


Em tempos, sei que era estar ao teu lado que eu queria,


Mas agora, já não sei se seria capaz (caso tu quisesses) de voltar…


Adeus, esta é a minha despedida, as últimas palavras que te escreverei,


Partiste, e eu segui o meu caminho, sem arrependimentos do que vivi contigo,


Não te prometo, como um dia fiz, que por ti esperarei,


Mas espero que um dia, te possa ter como um bom amigo…


 


 


Lisboa, 7 de Maio de 2005


 

publicado por anafilipaafonso às 18:33
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